Depois das escolas de samba, Prefeitura compra briga com Blocos de rua

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O confronto com as escolas de samba, que tiveram metade do patrocínio público cortado, não é a única briga que a Prefeitura do Rio comprou no carnaval carioca. A divulgação, esta semana, das exigências para os desfiles dos blocos de rua, azedou de vez a relação entre a Riotur e a sociedade civil organizada da folia. Em carta aberta à população, a Sebastiana se declarou surpresa com as novas exigências da Riotur , anunciadas quando os blocos já começam seus eventos pela cidade. Entre elas está a obrigação da presença de médicos, UTIs e postos de Saúde em blocos que atraiam mais de 5 mil pessoas.

Na Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro), o clima é de revolta. A presidente, Rita Fernandes, classificou como grave erro confundir “manifestações culturais feitas por amigos que decidem brincar o carnaval na rua” e “esses blocos gigantes, como o da Preta ou o Favorita, que são grandes empreendimentos e contam com muito investimento”. Blocos históricos como a Banda de Ipanema, segundo ela, serão prejudicados.

É coerente cobrar a presença de profissionais de saúde e ambulâncias paras locais onde há grandes aglomerações, mas essa é uma obrigação do poder público. Os blocos atraem turistas do mundo inteiro e geram muita renda. É racional esperar esse tipo de contrapartida do poder público”, completou Rita Fernandes.

A Prefeitura cogita, inclusive, usar força policial para impedir os desfiles sem autorização.


Redação Ziriguidum: contato@ziriguidum.net.br

Fonte: Diario no Porto

Foto: Fábio Teixeira/UOL

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