Carnaval 2019: confira como foi a segunda noite da Série A carioca

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A segunda noite dos desfiles da Série A do Rio foi bem diferente da noite anterior, em todos os sentidos: sem chuva, com mais público e com escolas mais bem preparadas e bem acabadas.

Unidos de Bangu: Abre-alas

Unidos de Bangu: Abre-alas

 

Abrindo o espetáculo, a Unidos de Bangu apresentou o enredo sobre a importância da Agricultura e das batatas. A escola passou bem animada, e aos poucos vem tentando melhorar sua passagem na avenida, apesar de alguns problemas estéticos. O ponto alto foi a apresentação do primeiro casal, formado por Vivi Wrinkler e Thiago Santos,  um dos melhores da noite.

 

 

A Renascer de Jacarepaguá surpreendeu, mais uma vez, em termos de alegorias e fantasias. O bom gosto nos materiais e excelente jogo de cores fizeram um visual primoroso. O samba foi muito cantado pelos componentes e a bateria do Mestre Junior Sampaio deu um show. Um belíssimo time de Musas, no total de 28, provocou uma overdose de beleza feminina, o que já vem sendo uma tradição na escola. Com 21 alas, quatro alegorias e 2.000 componentes, a escola encerrou o desfile com exatamente 55 minutos, tempo máximo permitido.

Uma das Musas da Renascer

Uma das Musas da Renascer

O modelo Ruan Mendes no abre-alas da Estácio

O modelo Ruan Mendes no abre-alas da Estácio

A Estácio de Sá, terceira escola, que ao longo do pré carnaval se manteve “quietinha”, surpreendeu positivamente. Alegorias e fantasias super luxuosas e bem idealizadas para o enredo “A fé que emerge das águas”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcisio Zanon, foi de encher os olhos. a Comissão de Frente foi impecável. O samba serviu bem à escola e a bateria passou até bem cadenciada, para os padrões Estácio.

Agrande expectativa da noite, a Porto da Pedra com sua homenagem ao ator Antônio Pitanga, teve muitos problemas no desfile, tanto no início quanto no decorrer da sua apresentação, como buracos e problemas na Evolução. Ainda na Armação, um princípio de incêndio na terceira alegoria “Pitanga brilha no Teatro e na Televisão”, assustou componentes do carro, entre eles, Zezé Mota e Milton Gonçalves. A segunda alegoria bateu na lateral, antes de entrar no Setor 1, derrubando uma composição e danificando o “queijo” em que ela estava. Apesar dos contratempos, a escola apresentou fantasias bonitas e o samba foi vigorosamente cantado. Um dos pontos fortes ficou por conta da Comissão de frente, que representou o “Rito tribal de Aclamação”.

Antônio Pitanga na Porto da Pedra

Antônio Pitanga na Porto da Pedra

Ritmista do Império da Tijuca

Ritmista do Império da Tijuca

A Império da Tijuca impressionou com a grandiosidade do seu conjunto alegórico, no entanto não se percebeu a mesma uniformidade no aspecto das fantasias. O samba cresceu na Avenida e foi bastante cantado. A escola manteve suas cores originais (verde e branco) como base. A bateria Sinfonia Imperial foi conduzida por um trio de mestres – Julio, Jordan e Paulinho – vestidos de três Reis magos. 240 ritmistas foram responsáveis pelo ritmo.

Última escola da noite, a Acadêmicos do Cubango entrou na Avenida e um início de chuva se fez presente. Mas não passou de um pequeno susto, logo desapareceu. A escola chegou com um certo rótulo de candidata ao título. A apresentação do enredo foi impecável, bastante cultural. A bateria soube ser versátil em diversos momentos do desfile e o samba foi muito bem cantado. A “pedra no sapato” foi a terceira alegoria que passou apagada, mesmo não tirando o impacto do belíssimo conjunto alegórico primorosamente preparado pela dupla de carnavalescos, formada por Gabriel Haddad e Leonardo Bora, para ilustrar o enredo “Igbá Cubango – a alma das coisas e arte dos milagres”.

Comissão de frente da Cubango

Comissão de frente da Cubango


Redação Ziriguidum: contato@ziriguidum.net.br

Fotos: Edson Siqueira

 

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